21 de março de 2012


Faxina


Chegou a hora, não dá mais para adiar.

Hora da limpeza, de jogar fora tudo que me atrapalha, que não me deixa evoluir e nem seguir a trajetória do meu caminho.

Começo a fazer a faxina, essa que já adiei por tantas vezes.Ensaco tudo com cuidado. Cuidado esse para que o saco não rasque, para assim não deixar rastros. Isso não pode acontecer, jamais.

Uma vez ensacado, assim permanecerá eternamente.

Sei que não é fácil, existe várias etapas antes da faxina, e nem sempre estamos preparados, queremos logo jogar tudo fora para nos livrarmos imediatamente de toda essa bagunça, pulando assim essas etapas.
Não. Não pule etapas, tão trapaceei. Seja justo e fique somente com o que lhe vai ser útil, nada mais além disso.

Tenho medo de jogar fora algo com que eu vá me arrepender depois, mesmo assim continuo jogando tudo no saco, sem pensar, sem restringir. Fico cega, o meu coração acelera, a minha respiração fica ofegante, mas não penso nada além da limpeza. Essa tão desejada com o cheiro de rosas, para assim permanecer. Não que eu suje novamente, mas para que eu possa passar sem precisar me desviar do estava impedindo  o meu caminho de ser livre.

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